Exortação Suprema

•julho 12, 2007 • Deixe um comentário

Omnis Nocturnis

Na mais pura e doce relevância que me acalma,

A verdade que me corrompe e me dói na alma,

Não me juras nem me maltratas com teus espinhos.

Apenas aborrece-se em tiras de meu caminho.

 

A obscura arte das trevas, não relata meu mal,

Más sim, meu velho e temido gosto por leituras.

Essas montagens de histórias que elevam meu ser,

Entorpecem minha alma e perdurem meus destinos.

 

Tomam minha face, revoltam minhas entranhas com seus verbos…

Ah… Ainda que caias no abismo do esquecimento, sobreviverás.

E em teus ternos pretos da vida, tomarás a morte em tua linha.

Progredirás e não temerás mais o que tua vida lhe impõe.

 

Cala-me com tua mordaça, de ouro e prata.

Tentas incessantemente me amordaçar com tua bebida,

Entorpecendo-me em teu leito até minha morte.

Servirás meu juízo para ti? Afinal, o que você quer?

 

Dominam minha vida, entrego meu destino à todos que me ajudarem.

Porém, entrego-te a morte aos que queiram me atrapalhar.

E em tua mão, marcada ferozmente com as brasas de Hades,

Servirão de lembrança das dores horríveis que te fez Cérbero.

 

Demônio da vida e da morte absolva-me com teu julgamento de dor.

Transforma-me em teu servo e não deixes que o mal transpasse em minha mente.

Atenda-me em teu chamado de escravidão e de ódio,

A cada dia que se passa em teu barco no rio de sangue.

 

Acomodado assim, talvez eu prevaleça em tua mente.

Para sempre estando em tua esperança de um dia acontecer.

Tua dor não irá mais te incomodar, verás sempre o dia nascer.

Esperando o sol te acordar de manhã e a noite com lua chegar.

 

Porquanto, entrego-te minhas saudações,

Oh, luz do deserto, plêiade da escuridão.

Livra-me de toda a falsidade do mundo.

Julgando-me apenas por minha razão.

Sussurro… Aberto… Silencio.

 

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Georthon Pereira Lacerda

Conceição do Araguaia – Pa

11/08/2004 – 02:40 Am

Pássaro Negro

•julho 8, 2007 • Deixe um comentário

Omnis Nocturnis

 

 

 

“Não lamente nem uma rosa, nem um pássaro negro em sua sombra… De dia? Oriunda ás suas negras penas. Á noite? Sublime em terras ferreis!

Prometo não pisar, más também, não lhe ensino como passear devagar nesse chão molhado de sangue e de suor, regado pela luz do luar e odiado pelos raios do sol.

Renego-te á frente dos astros, á frente do espaço, posto que esse não tem limites e nem escuridão maior que me impeça de te adotar como meu pai e senhor.

Assim como o pássaro que não se perde em sua rota e não teme sua jornada por vários dias ou meses, enalteço tua alegria em casa assim chegar, cansado, afinal… fizeste uma longa viagem desde alto mar até as beiradas do pântano.

Más tendes á acalentar ao grito do pássaro por arder em trevas, por não saber quando é dia ou quando é noite em terra.

A terra, escura como sangue em jarras de vinho, ainda esquenta uma lâmina que se espalha em teu corpo… flagelado e inocente se entrega, más não permite que se altera nem á um fio de esperança ao qual se tens.

Gastou-se a noite, raiou o dia e ainda estavas esperando seu cansaço esvaecer, porém, um forte assovio que lhe tem em mente naquele exato momento de suspense, lhe propaga aos tons macabros floresta á dentro. Sons de tormento? Jamais ouvi tamanha balbúrdia! Sobrevivo em meras angústias de passos, das brasas ao fio de linha que se puxa em meio ao céu de desatinos e ligações que se propagam em meio á escuridão espacial.

Imenso é tua glória ao saber que ainda não havia falecido perante ás luzes que assim o cegavam dia após dia, más o que não tarda, falha, e então, no sexto dia de julgamento de sua vida, ele vem á desabar.

Do alto, sendo puxado pela imensa gravidade de alturas milhares copa á dentro, cái em um terreno frio, imenso e sem destino. Seu corpo, comido pelos vermes e outro seres rastejantes.

Sua vida, termina em ventos. Suas penas, leves, negras, desafia brisas ao encontro do mar que á tempos cruzada!

Eterno, macabro e sereno CORVO! Desatina-te em tua reencarnação, posto que deste não mais se levantará.

Sua vida chega ao fim, tua jornada eterna também, más teu espírito, soprado pelos quatro ventos uivantes, este não! Ainda se pode escutar um leve assovio dentre as nuvens e a floresta e os pântanos, pois deste não se livrarás tão cedo.

Voa, Voa, Voa… e entrega teu destino á escuridão da morte.”

Georthon P. Lacerda

Conceição do Araguaia – Pa

25/01/2005 – 02:05 AM

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Texto original inserido no falecido flog: www.lordsdark.superflog.com.br

Saudações!

•julho 6, 2007 • Deixe um comentário

Hail!

“Mantendo minha doce lembrança daquilo que pude comparecer,

Abstendo-me apenas de algo que não posso compreender.

Analiso em minhas vagas idéias de vão, em trema e em sangue…

 Algo que vivo á compadecer….

Não vivo…

Morto e vivo…

Tendências de entardecer!” (GPL)

 
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