Na mais pura e doce relevância que me acalma,
A verdade que me corrompe e me dói na alma,
Não me juras nem me maltratas com teus espinhos.
Apenas aborrece-se em tiras de meu caminho.
A obscura arte das trevas, não relata meu mal,
Más sim, meu velho e temido gosto por leituras.
Essas montagens de histórias que elevam meu ser,
Entorpecem minha alma e perdurem meus destinos.
Tomam minha face, revoltam minhas entranhas com seus verbos…
Ah… Ainda que caias no abismo do esquecimento, sobreviverás.
E em teus ternos pretos da vida, tomarás a morte em tua linha.
Progredirás e não temerás mais o que tua vida lhe impõe.
Cala-me com tua mordaça, de ouro e prata.
Tentas incessantemente me amordaçar com tua bebida,
Entorpecendo-me em teu leito até minha morte.
Servirás meu juízo para ti? Afinal, o que você quer?
Dominam minha vida, entrego meu destino à todos que me ajudarem.
Porém, entrego-te a morte aos que queiram me atrapalhar.
E em tua mão, marcada ferozmente com as brasas de Hades,
Servirão de lembrança das dores horríveis que te fez Cérbero.
Demônio da vida e da morte absolva-me com teu julgamento de dor.
Transforma-me em teu servo e não deixes que o mal transpasse em minha mente.
Atenda-me em teu chamado de escravidão e de ódio,
A cada dia que se passa em teu barco no rio de sangue.
Acomodado assim, talvez eu prevaleça em tua mente.
Para sempre estando em tua esperança de um dia acontecer.
Tua dor não irá mais te incomodar, verás sempre o dia nascer.
Esperando o sol te acordar de manhã e a noite com lua chegar.
Porquanto, entrego-te minhas saudações,
Oh, luz do deserto, plêiade da escuridão.
Livra-me de toda a falsidade do mundo.
Julgando-me apenas por minha razão.
Sussurro… Aberto… Silencio.
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Georthon Pereira Lacerda
Conceição do Araguaia – Pa
11/08/2004 – 02:40 Am



